Logos de Minas Gerais

boa noite e boa sorte

O Matrimônio (quase) Perfeito

Bem, essa postagem é o começo de uma sério de 3 vou fazer nos dias que seguem. Esta é a primeira parte.

Recentemente venho vivendo um clima de romance inédito em minha vida. Isso tem me levado a refletir sobre o amor. Obviamente não falarei de amor hoje, esse assunto merece uma postagem mais inspirada. Eu resolvi tratar hoje de relacionamentos e de como eles nos influenciam. Eu escrevo essas linhas baseadas nas minhas experiências, realmente não tenho como abranger a experiência universal, pois não sou guru de ninguém. No final das contas vou acabar falando de amor… Finjam que não falei e tudo fica bem.

Ouve um tempo em que me informava muito sobre os livros de esoterismo. Lia metade dos que eu ouvia falar, mas tudo bem. Naquela época me recordo de um livro chamado “O matrimônio perfeito”, de Samael Aun Weor. Um livro muito forte, devo acrescentar. Ousado e direto, curto e grosso. Não recomendo aos católicos e evangélicos, é um livro de revolucionários e deve-se ter a cabeça no lugar para lê-lo. Eu mesmo nunca o li, mas me lembro bem de um trecho que dizia que o matrimônio perfeito era composto de duas pessoas, uma que ama mais e outra que ama melhor. Profundo isso…

Essa frase tem-se mostrado real conforme a vivência vem me banhando de novas experiências e o tempo vem enxugando minhas imaturidades. Realmente um relacionamento de verdade tem dois lados distintos com distintas formas de amar e demonstrar o amor.

O lado que ama mais é o mais afetivo do relacionamento. É aquele que  demonstra o amor que da forma mais profunda e intensa. O amor acaba por ser capital de troca que  financia o seu sacrifício pelo outro. É a parte que se dispõe a abrir mão de muitas coisas pequenas e muitas vezes necessárias em sua vida pelo outro, é a parte que abre mão de tornar as coisas um problema porque ama muito, muito, muito e isso é motivo suficiente. É a parte inconsequente, que não mede esforços, que assina como fiador um contrato do outro com o diabo, que o acompanha até onde suas limitações o permitam, sem se queixar da dor e do sofrimento. Dedica seu amor e seu amor se reflete no outro em forma de luz e como luz retorna ao seu próprio coração mantendo-o firme e forte. É o lado que pode mudar mais facilmente, pois seu amor é o suficiente para que ele não se importe com os defeitos ou diferenças do outro. Na verdade, nos dois lados, o amar sempre é o suficiente. As diferenças acabam por fazer parte do todo que é amado pelos dois, eles se gostam como são do jeito são.

O que ama melhor é o mais sensato do relacionamento, também é a parte mais difícil de ser compreendida. Ele ama o outro de uma maneira tão sublime e grandiosa que coloca o bem-estar do outro acima do seu próprio. Ele se preocupa com o outro e não lhe permite se sacrificar além de seus limites. É o que se preocupa com o sofrimento do outro, mesmo que impronunciado, ele compreende o outro, sabe o que passa e sente, sabe dos seus limites e não suporta a idéia de que ele se sacrifique ou se force além dos seus limites, pois o ama. Ama tanto que quer para o outro o melhor, mesmo que isso venha a machucá-lo às vezes, mesmo que isso signifique que seu bem-estar seja comprometido. Quer para o outro a felicidade, mesmo que não seja ao seu lado. É a parte que administra o sacrifício do outro para que este não se perca em meio ao seu imenso amor. É a parte que demonstra seu afeto da maneira mais sutil e por isso é muitas vezes mal compreendido, pois é como um amante fiel que é devoto, que é fiel, que o corresponde, que vive do amor do outro e transmite o reflexo desse amor para o outro como se fosse para si mesmo. Preocupa-se com o outro e está disposto a fazer sacrifícios pelo outro, talvez até maiores do que o outro possa fazer. Possui o amor mais sincero e silencioso do mundo, um amor muito lindo.

Isso tudo leva o casal a uma harmonia perfeita e realmente ao amor mais maravilhoso e infinito que possa ser imaginado. Ambos trocam seus sentimentos e juntos se tornam perfeitos um para o outro na entrega, no afeto, no romance, nas carícias, no sexo. Se tornam um só, perfeito e auto-suficiente de amor. Esse sim é o romance sonhado pelos poetas, livre de intrigas e desafetos, mas longe de ser livre de brigas. As brigas são muito necessárias. As brigas não foram feitas para separar os casais, ao menos um casal perfeito não. Elas separam casais sem suficiente força de afeto, incapazes de enfrentar com seu amor as diferenças e obstáculos da vida. Elas só nos separam, pois somos fracos. No fim das contas as brigas não foram feitas para nos separar, nós que nos separamos. Elas foram feitas para colocar as coisas nos seus devidos lugares, para ser o óleo que lubrifica essa engrenagem que é o amor entre duas pessoas, foi feita para que um conheça e aceite as diferenças que pertencem ao outro cada vez mais e mais, nos tornando cada vez mais fortes e fazendo com que nos amem cada vez mais como são.

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sexta-feira, 24 julho 2009 - Posted by | Arquivado

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